O Concreto
Protendido surgiu como uma evolução do concreto armado, similares, já que a sua
matéria-prima base também se une ao aço, porém no concreto protendido as barras
de aço passam por um processo de pré-alongamento por equipamentos de protensão.
A protensão é realizada através de macacos hidráulicos ancorados na estrutura,
com o intuito de tracionar as armaduras (cordoalha) e dessa forma comprimir o
concreto, de modo a reduzir o efeito dos carregamentos externos. Diante disso a
armadura passa a efetuar esforços sobre o seu próprio elemento, tornando-se
assim uma armadura ativa. O concreto protendido pode ser de pré-tração ou de
pós-tração.
A norma
regulamentadora é a NBR 6118:2003 – Projeto de Estruturas de Concreto_Procedimento
- que vigora desde 31/03/2003, anulou e substituiu a antiga norma de concreto
protendido (NBR 7197:1989) e passou a tratar de concreto armado e protendido. A
primeira norma brasileira de concreto protendido foi a NB-116.
O concreto
protendido pode ser utilizado em: construção de lajes; vigas; placas de
fundação; peças pré-moldadas; cortinas atirantadas; pontes; viadutos e
barragens. Entre suas vantagens estão: a redução da fissuração, o aumento da
durabilidade, economia de aço e concreto, construção de grandes vãos. Entre as
desvantagens podemos mencionar: o custo elevado para construção de pequenos
vãos, falta de mão-de-obra especializada; o concreto de alta resistência,
devido ao custo ou indisponibilidade no local da obra.
Flávio Machado Bazilio da Costa
Engenheiro Civil
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